http://coracaovivo.com.br/sys/wp-content/uploads/2013/05/entrevista-jornal-embraer.jpgDr. Bruno Nogueira em entrevista para Jornal EMBRAER
 

Dr. Bruno Nogueira em entrevista para Jornal EMBRAER

Em Outubro de 2012 o Jornal da EMBRAER entrevistou o Dr. Bruno Nogueira, que falou sobre cuidados com o coração e explicou de forma bastante clara o que é cada um dos tipos de colesterol e porque uns são bons e outros são tão ruins para a saúde do nosso coração. Leia aqui a entrevista:

Jornal EMBRAER: O que é colesterol?
Dr. Bruno Nogueira: Colesterol é um lípide, ou seja , uma gordura produzida em nosso organismo especificamente no fígado através da captação da gordura proveniente de nossa alimentação.É uma substância importante para o funcionamento de nosso oraganismo pois faz parte das membranas das células e também participa da produção de hormônios.O colesterol total é dividido em frações a saber: LDL colesterol ( “ruim “) , HDL colesterol( “bom “) e VLDL colesterol. Quando os níveis do colesterol ruim estão muito altos existe risco aumentado de doenças chamadas ateroscleróticas , que são situações geradas por entupimentos das artérias do corpo.

J.Embraer.:Quando dizemos que uma pessoa está com o ‘colesterol ruim’ alto, o que isso significa?
Dr. Bruno: O colesterol chamado “ruim ” é o LDL colesterol , em termos gerais um LDL colesterol acima de 160mg/dl está alto. Contudo é importante ressaltar que quando dosamos os níveis do colesterol é possível determinar o que chamamos de risco cardiovascular.Desse modo classificamos os pacientes em faixas de risco , sendo : baixo , médio, alto e pacientes com doença aterosclerótica manifesta.
Assim para pacientes classificados em baixo risco a meta é manter um LDL colesterol abaixo de de 160mg/dl, risco médio < 130mg/dl , risco alto < 100mg/dl (opcional < 70mg/dl), e pacientes que por exemplo já tiveram infarto do miocárdio ou cerebral temos que manter um LDL < 70mg/dl. Assim quando um paciente apresenta-se fora das metas preconizadas o risco de eventos adversos como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral aumentam significativamente. J.Embraer.: Como podemos diagnosticar que estamos com esse ‘colesterol ruim’ alto? Há sintomas?
Dr. Bruno: A única forma de detectarmos o aumento do colesterol “ruim” é através da coleta de exames sanguíneos. Na maioria das vezes o aumento do colestorol é assintomático, e começa a se desenvolver nos primeiros anos de vida. Contudo situações como infarto do miocárdio e derrame cerebral são manifestações graves de um aumento do colesterol “ruim” não tratado de longa data.

J.Embraer.: Quais as causas e consequências desse aumento do ‘colesterol ruim’?
Dr. Bruno: As causas do aumento do colesterol “ruim”, na maior parte das vezes, estão relacionadas a uma dieta rica em gorduras saturadas, proveniente de alimentos como “fast food”, carnes vermelhas com gordura aparente, frituras,guloseimas, excesso de alcool e tabagismo. Outra causa importante é a falta de atividade física regular, além do estresse e fatores emocionais.
É importante ressaltar que existem doenças genéticas do colesterol, que se desenvolvem de maneira independente dos hábitos de vida do paciente, e ocorrem com uma frequência de 1 para cada 500 indivíduos.
As consequências do aumento do colesterol “ruim” são principalmente doenças relacionadas a obstrução de artérias em nosso organismo, sendo as mais conhecidas, o infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral e o aneurisma de aorta.

J.Embraer.: Quais dicas devemos seguir para prevenir o ‘colesterol ruim’?
Dr. Bruno: Uma alimentação saudável, pobre em gorduras saturadas e rica em frutas, verduras e carnes magras, como por exemplo os peixes, associado ao um consumo discreto de bebida alcoólica e interrupção do tabagismo são medidas extremamente eficazes. Atividade física regular de pelo menos 150 minutos por semana, também se mostrou muito eficiente nos estudos de prevenção de doença cardiovascular. O controle do estresse e o tratamento de doenças emocionais como depressão, tem se revelado um grande aliado no controle dessas afecções.
Não podemos deixar de falar que existem situações em que o uso de medicações para o controle do colesterol será necessário. Essas medicações são as estatinas, que tem se revelado extremamente eficazes e seguras no manejo do colesterol “ruim”.

Thaís Almeida – Jornalista
(12) 9157.6568

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