Atuação do psicólogo no processo de adoecer
 

Atuação do psicólogo no processo de adoecer

Nem tudo o que os olhos não vêem o coração não sente.

Na atuação do psicólogo é necessário considerarmos quando e como se instalou a doença, qual experiência de adoecimento, de hospitalização aquele indivíduo já vivenciou; que perturbações aquele mal vem acarretando, que repercussões a doença vem trazendo em seu meio social, afetivo e financeiro. Temos que considerar aqui que tipo de doença é essa, pois uma doença crônica tem um impacto diferente da doença aguda na vida de qualquer pessoa.
A atenção psicológica é sempre única, pois cada indivíduo vivencia a situação de modo pessoal. Para delinearmos uma atuação efetiva é necessário investigarmos que paciente é este.

É doente? Está doente? É doente, mas não se sente doente? Se sente doente, mas não tem nenhum mal instalado?
Para qualquer tipo de intervenção investigamos qual a percepção que o paciente tem sobre sua doença, para assim compreendermos quais aspectos adaptativos físicos e psicossociais o indivíduo usa para lidar com seu adoecer. Os aspectos adaptativos físicos julgam o grau de dependência e as causas do estilo de vida bem como suas atividades. Já os aspectos adaptativos psicossociais são divididos em cognitivos, emocionais e sociofamiliares.

Cada fase de vida – infância, adolescência, adulta e velhice – apresenta algumas especificidades de atuação. Contudo independente da fase de vida, o psicólogo vai procurar compreender a dinâmica da doença na vida desse paciente, para possibilitar uma expressão de sentimentos, medos, ansiedades, fantasias presentes no cotidiano deste indivíduo; auxiliará na compreensão das informações para que possa preparar-se para as novas rotinas; procurará construir junto com o paciente, condições para que possa lidar bem com a doença, com os procedimentos que possam vir junto com ela e com as conseqüências advindas desse momento.

“O principal objetivo da terapia psicológica, não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade.”
Carl Gustav Jung

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Psic. Jennifer França

CRP 06/73561 - Formada em Psicologia pela Universidade de Taubaté. Especialista em Psicologia Hospitalar em Cardiologia pelo Instituto do Coração – HCFMUSP, Especialista em Psicologia Hospitalar pelo Conselho Federal de Psicologia e Diretora Científica do Departamento de Psicologia da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Biênio 2016-2017).

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  1. 2nd novembro 2015 | Alex de Andrade Pinto says: Responder
    Li seus artigos, acho interessante que fique sabendo.

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